O projeto, denominado EMO (Emerging Marketing OLED), recebeu aporte da ordem de R$ 15 milhões do BNDES-FUNTEC por se tratar de tecnologia estratégica para o Brasil. Participaram da visita também o presidente da FAPESC, Sérgio Luiz Gargioni, o presidente do Sapiens Parque, Saulo Vieira, o Secretário Municipal de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável, Carlos Roberto De Rolt, o presidente do CETIC-SC, Heitor S. Thiago e várias autoridades do Governo do Estado de Santa Catarina (Figura 1).
Figura 1: Executivos da Philips e Representantes de Instituições e do Governo do Estado em visita ao LABelectron, que sediará parte do Laboratório de Desenvolvimento de OLED PHILIPS-CERTI.
Neste mesmo dia, os executivos da CERTI e da Philips apresentaram ao Governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, o projeto. O OLED (Organic Light-Emitting Diode, na sigla em inglês) está em desenvolvimento e produção piloto nos laboratórios de P&D da Philips somente em Aachen, na Alemanha, e a empresa estuda a possibilidade de investir em uma fábrica em País emergente. O encontro com o Governador oportunizou a candidatura de Santa Catarina a receber o investimento, que pode chegar a 100 milhões de euros. O grande diferencial do Estado é ter a Fundação CERTI como única parceira da Philips no mundo para o desenvolvimento da tecnologia OLED. “Já temos parceria com a CERTI em outras áreas há mais de 10 anos e vemos na instituição motivação e competência para realizar este projeto desafiador”, afirmou o Diretor de Tecnologia da Philips do Brasil, Walter Duran. Além da mão de obra altamente especializada, a capacidade produtiva do LABelectron, a competência científica e tecnológica da Universidade Federal de Santa Catarina e o locus Sapiens Parque para um laboratório de design de luminárias inovadoras, que viabilizaram este segundo Centro de Competência de OLED, a Philips analisará a questão logística, de fornecedores e de infraestrutura para definir o local da fábrica.
O foco da parceria entre a Philips e a Fundação CERTI, ao longo dos próximos três anos, são tecnologias de produto e processo. “Teremos em Santa Catarina competência mundial para o mercado de OLED”, afirmou o superintendente comercial da Fundação CERTI, Laercio Silva. Uma primeira amostra do que pode ser feito foi o protótipo de uma luminária de mesa desenvolvida pela CERTI, em seis meses, que foi entregue pelo Governador Raimundo Colombo ao Diretor Geral da Unidade de Negócios OLED da PHILIPS, Dr. Dietrich Bertram, que veio ao Brasil para conhecer, pessoalmente, as instalações da Fundação CERTI, onde está sendo desenvolvido o projeto (Figura 2).
Figura 2: Governador Raimundo Colombo entrega ao Diretor Geral da Unidade de Negócios OLED da Philips, Dr. Dietrich Bertram, a 1ª luminária OLED produzida em Santa Catarina. Crédito: Divulgação Governo do Estado de Santa Catarina.
A Philips já investiu cerca de 300 milhões de euros no desenvolvimento da tecnologia na unidade na Alemanha. “Hoje 19% de toda a energia consumida no mundo é com iluminação e acreditamos que com o uso do OLED poderemos reduzir consideravelmente este percentual”, afirmou Duran.
O OLED é a tendência em iluminação no mercado global para os próximos anos e revolucionará os conceitos de iluminação conhecidos atualmente. Com o OLED, as lâmpadas formadas por pontos de luz darão lugar a um emissor na forma de lâmina capaz de produzir uma luz difusa, potente, muito semelhante à natural, mais confortável, de longa vida útil. É 15 vezes mais econômica do que uma lâmpada incandescente comum. Hoje uma lâmpada OLED tem vida útil de 10 mil horas, mas a meta da Philips é chegar a 100 mil horas – cerca de 35 anos de uso (Figura 3). O executivo da Philips explica que o produto deverá entrar primeiro no chamado mercado B2B, como empresas, hospitais e hotéis, pela relação custo-benefício. Em médio e longo prazos, a tecnologia deverá ser incorporada à construção civil, proporcionando diversas aplicações (em janelas, portas, mobiliário etc.).
Figura 3: Exemplo de luminária OLED.
Integrar o laboratório representa um marco na história e nos desafios futuros do LABelectron, que graças aos apoios recebidos da FAPESC, MCT/SEPIN e FINEP, nos últimos anos, conquista a possibilidade de efetivar um relevante apoio tecnológico à área de desenvolvimento da tecnologia OLED para iluminação em Santa Catarina.
Para mais informações sobre o tema deste artigo entre em contato com o Engº Carlos Alberto Fadul, diretor do LABelectron ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou 48-3954-3022).


Definido como integrante do Laboratório de Desenvolvimento de OLED PHILIPS-CERTI, o LABelectron recebeu a visita dos executivos da Philips, no dia 24 de março, para o lançamento oficial do projeto de desenvolvimento de soluções de iluminação em mercados emergentes utilizando a tecnologia OLED.